ÉLISSAN PAULA RODRIGUES
Especial para o EducaRR
Explorar o mundo sozinha, com confiança e sem gastar muito, é o convite que a autora Vanessa Vieira Meier-Dornberg faz em Viajar Sozinha: a arte de explorar o mundo com segurança e economia. Lançado em junho pela Editora Sábhia, o livro custa R$ 33,00 e está à venda exclusivamente no site da Amazon. A proposta é inspirar outras mulheres solteiras a se aventurarem pelo mundo, superando medos, quebrando barreiras e descobrindo o prazer da liberdade.

“A coragem de explorar o desconhecido aguarda por você”, diz a frase de abertura do livro, que funciona como um chamado ao movimento. A obra reúne dicas práticas, estratégias acessíveis e experiências reais, apresentadas em uma linguagem direta, acolhedora e transformadora. “O impulso de viajar sozinha surgiu num momento em que eu me sentia estagnada emocionalmente, espiritualmente e até fisicamente. Tinha acabado de me separar e todo mundo que eu convidava para viajar não podia… eu precisava me reencontrar. Foi então que lembrei dos relatos de um amigo (que hoje é falecido) que viajava muito e sozinho e me inspirei”, conta a autora.
A partir dessa decisão, Vanessa passou a explorar não apenas novos destinos, mas a si mesma. “Viajar sozinha me ensinou a confiar em mim, a acolher o silêncio, a tomar decisões com autonomia, me tornei mais aberta, empática e curiosa”, afirma.
O livro apresenta sugestões detalhadas de como organizar escapadas de forma leve e prazerosa: desde o uso de aplicativos úteis até a escolha de destinos que combinam com o perfil e o bolso de cada mulher. A autora revela ainda como encontrar passagens e hospedagens econômicas, sem abrir mão da segurança e da qualidade. “Uma das dicas mais inusitadas e valiosas que aprendi viajando sozinha foi me hospedar em hostels. No começo, confesso que tive receio, achava que era só para jovens mochileiros ou que faltaria privacidade. Mas foi justamente o oposto. Escolhendo bem, encontrei hostels confortáveis, seguros e com uma atmosfera acolhedora”, relata.

“Conheci outras mulheres viajando sozinhas, troquei experiências, recebi dicas locais e, em muitos momentos, me senti menos sozinha no mundo. Viajar assim me fez perceber que segurança e economia podem andar lado a lado com prazer, liberdade e afeto”, comenta.
A obra também mergulha nas resistências mais comuns enfrentadas por quem deseja se lançar nessa jornada. “A resistência mais comum que percebo entre mulheres que desejam viajar sozinhas é o medo: do desconhecido, da solidão, da insegurança e muitas vezes, do julgamento. Muitas cresceram ouvindo que ‘mulher sozinha não se mete nessas coisas’, como se precisássemos sempre de um homem, de companhia e de permissão. Isso cria uma barreira emocional profunda, que vai muito além da logística de uma viagem”, analisa.
Vanessa deixa claro que acolher esses receios é parte do processo. “No meu livro, eu quis justamente acolher esses medos sem minimizar nenhum deles. Compartilho experiências reais, dicas práticas e reflexões que mostram que o primeiro passo não precisa ser perfeito, ele só precisa ser dado. Às vezes, começar com uma viagem curta, dentro do próprio país, já é um ato de libertação. E quando a mulher percebe que é capaz, algo muda por dentro… nasce uma nova confiança, mais autonomia e uma sensação maravilhosa de ‘eu posso’.”
As páginas de Viajar Sozinha também trazem relatos de outras mulheres, criando uma rede de apoio e inspiração. “O que mais me tocou ao reunir relatos de outras mulheres viajantes foi perceber um fio invisível que conecta todas essas histórias: a coragem de se colocar em movimento mesmo com medo. Nenhuma delas começou completamente pronta, segura ou cheia de certezas”, conta.

Para Vanessa, “essas histórias mostram que autonomia não é um ponto de chegada, e sim um processo”. “A cada viagem, a cada escolha, a mulher vai se fortalecendo, descobrindo o que gosta, o que tolera, o que deseja. E isso vai muito além da geografia, é sobre se apropriar da própria vida”, pondera.
Ao final da leitura, a impressão que fica é de um convite para se viver o mundo com mais presença. “Viajar sozinha permite que a gente se desconecte do barulho externo e se conecte de verdade com o lugar, com as pessoas e consigo mesma. Quando você não está distraída por conversas ou compromissos alheios, começa a perceber detalhes”, destaca a autora.
“Para mim, o mergulho cultural começa quando deixo de ser turista e me permito viver como local, mesmo que por alguns dias. Andar a pé sem rumo, conversar com quem mora ali, frequentar mercados e cafés de bairro, ouvir histórias…tudo isso transforma a viagem em uma experiência viva.”
Mais do que um guia de viagem, Viajar Sozinha é um chamado à autonomia, ao autoconhecimento e à coragem. Disponível na Amazon: https://www.amazon.com.br/Viajar-Sozinha-seguran%C3%A7a-solteiras-aventurar-se-ebook/dp/B0FBMQCC98